DEUS DA CHUVA
Nas ruas de Mônaco, uma pergunta ecoava: quem é o Deus da Chuva? Alguns diziam que era Zeus. No entanto, um jovem nascido em São Paulo estava prestes a mudar a história – e a opinião do povo monegasco.
A vontade de vencer, a sede por vitória, sempre correram em seu sangue. Desde muito pequeno já demonstrava o dom para a pilotagem: parecia flutuar sobre as nuvens, desenhando curvas tão perfeitas quanto os passos de uma bailarina.
Mas certos fenômenos naturais decidiram colocar à prova a sua caminhada. Talvez o próprio Zeus tenha sentido inveja da maestria daquele garoto.
O deus dos céus enviou suas mais intensas tempestades e seus trovões mais ferozes para tentar tirá-lo de “Senna”. No entanto, como uma bactéria termófila, o jovem adaptava-se a qualquer ambiente.
E assim, no circuito de Monte Carlo, os presentes não imaginavam o que estava prestes a acontecer. A previsão era de muita chuva – um pesadelo para os demais pilotos, mas não para aquele jovem que dançava sobre o asfalto molhado com leveza e precisão.
As curvas? Simplesmente impecáveis. O mundo inteiro parou para assistir à maestria do garoto paulistano. E foi assim que, em 1984, na cidade de Mônaco, nasceu o verdadeiro Deus da Chuva.
Guilherme Enrique